Nome:
E-mail:

Matemática Financeira

......R$69,00

Crédito & Cobrança

...................R$69,00


Internet e HTML

...................R$19,00


Windows 95 e Aplicativos

...................R$19,00


  ARQUIVO


NÃO É SÓ O PREÇO DA ESCOLA QUE IMPORTA

Quando se fala de reajuste de mensalidade escolar está-se tratando de aumento da receita da escola. A receita de uma empresa é a contrapartida da despesa e é o que baliza o lucro do empreendimento.
E ninguém entra racionalmente num negócio para perder dinheiro, daí toda a briga pelo valor dessa receita.

Quando se tem um sistema educacional cuja a qualidade está assentada no fornecimento de um serviço gerador de receita para uma empresa, não é lícito exigir que prejuízos sejam absorvidos por esse empreendedor. Por pagar mal aos professores e ter instalações deficientes, o ensino público deixa a desejar e é rejeitado por quem pode pagar.

Passa por aí a análise da solução. Numa economia capitalista e liberal cabe à concorrência equilibrar os preços entre os participantes. E quem seleciona a concorrência é o consumidor, no caso, os alunos, ou melhor, os pagantes, que são os pais dos alunos.

E havemos de convir que uma escola sem alunos dará prejuízos, daí o interesse que essa escola terá em cativar seus fregueses oferecendo bom ensino, boa localização, adequadas instalações, preços compatíveis e até descontos para bons alunos e irmãos.

Se, porém, os pais teimarem em querer ‘’aquela’’ escola para o filho, a tradução será
"quero aquela a qualquer preço’’ e terão que se sujeitar às leis de procura e oferta do mercado, embora exista outra na próxima esquina com idênticas condições globais, com preços mais convenientes, porque estará interessada em arranjar alunos. Mas, se os pais gostarem de acordar `as 5 da manhã (de horário de verão) no Recreio dos Bandeirantes para pegar engarrafamentos no Leblon, Humaitá ou na São Clemente às 7 da manhã e ainda voltar em pista única, aí só uma terapia familiar poderá explicar o masoquismo ou a culpa envolvidos... Esse trajeto é carioca, mas, com certeza isso acontece por esse Brasil afora...

Se eu fosse mandatário da cidade, seria proibido a alunos estudar em colégios fora de seu bairro ou localizados a distancias que não pudessem ser atingidas a pé. Nos EUA todo mundo estuda ao lado de sua casa ou pega aquele ônibus amarelo tradicional --artista de vários filmes -- que pertence à escola do bairro. Nada de mães, disfarçando ocupação doméstica, engarrafando o trânsito de manhã e de tarde, falando ao celular, junto com motoristas de bacana. E se, pelo menos, houvesse algum esforço para transformar esse caos em transporte solidário seria mas racional.

A alegação para continuidade desse processo que alimenta essa demanda costuma ser parecida com aquela usada para médicos e dentistas: tem que ser de confiança! Como se, naquele caso, não houvesse milhares de outros tão competentes quanto, e com preços mais compatíveis com nossa condição socio-econômica.

Os alunos não casam com suas escolas. Assim sendo, saber negociar com as escolas abrange avaliar o retorno do investimento, a relação custos versus benefício e o orçamento familiar. E se esses fatores não forem interessantes, tem-se que mudar de escola. E o mundo não vem abaixo por causa disso: quando o filho derrapa no aproveitamento e repete o ano, os pais não hesitam em mudar de colégio para tentar salvar o ano perdido...

Por outro lado, se o governo fizesse a sua parte (quando será?) e oferecesse ensino gratuito com a necessária e suficiente qualidade, teríamos escolha. Se todas as escolas públicas fossem do padrão do tradicional Pedro II, do Colégio de Aplicação, do Colégio Militar e outras honrosas exceções cariocas, a população poderia optar em não cair nas mãos de empresários que só visam o lucro imediato com retorno duvidoso para o cliente-estudante. A mesma situação também acontece por esse Brasil afora, mas tem que se correr atrás, para chegar na frente!

Atualizado a partir de artigo publicado no Jornal do Brasil -RJ

 

<< Voltar

 

Home | Orçamento doméstico | Cursos In Company | Economês | Você decide
Depoimento | Artigos | Quanto custa | Arquivo | Colaboradores | Fale conosco

© Economia Doméstica- Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por Tecnomatic - Sistemas & Internet
Resolução mínima 800x600